as minhas idas ao cabeleireiro…

… precisam sempre de ser meticulosamente planeadas para que ninguém me veja no regresso… aliás, precisavam, antes de conhecer a dona júlia. nunca em toda a minha história de cortes de cabelo eu conheci uma cabeleireira que me compreendesse verdadeiramente como a dona júlia. acontece que hoje não tive a sorte de a encontrar desocupada e como tal fiquei à mercê de outras mãos…
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viagem ao centro do espírito

é geralmente nas coisas mais simples, mais ingénuas, ainda que não passem de uma pequena grande brincadeira, que deixo que o meu humor me carregue até ao meu bem estar. e porque a felicidade não pode ser perseguida, deve fluir, há momentos em que se torna claro que, apesar de haver sempre um objectivo, o mais importante é a viagem em si; é saber que faço aquilo que faria quer tivesse 10 milhões de euros no banco, quer tivesse apenas mais 10 anos para viver.

na verdade não o faço. por enquanto não posso. só em espírito…

numa semana é perfeitamente possível…

experimentar a vitória, o amor, a amizade, a felicidade, a liberdade…
negar o sono, a fraqueza, o cansaço, a derrota…
testemunhar a união, o desporto, a noite, a farra, a música…
entregar o tempo, a dedicação, o prazer, as palavras…
recuperar a alma, o coração, e todos os 7 sentidos…
recordar o sabor da água, do sal, do sumo, da fruta, da planta
olhar nos olhos e dizer amo-te, vamos, quero, sim…

e tu, estás viv@?

há sempre uma realidade…

… por detrás de um exame bem feito: os erros estúpidos. não há uma porcaria de um teste em que, mesmo sabendo tudo, tenha tudo certo. as primeiras horas de contacto com a micro-sociedade vinda da mesma sala é um desgosto terrível. a única hipótese são os testes de escolha multipla, onde sei tudo ou não sei nada. esquecer-me de marcar uma cruz é complicado, embora também já tenha acontecido. tenho a chave que muitos cobiçam para captar o conhecimento durante as aulas e não nas 24 horas antes dos testes, mas cobiço a atenção de muitos na hora da verdade… enfim, humanum est!.

estou a ponderar…

… deixar o carro na garagem durante pelo menos um ano. em causa estão quase 300€ em custos fixos (seguro, imposto de circulação e inspecção anual), praticamente 0€ na troca de diesel por transportes públicos e (quem sabe?) alguma redução em poluição ambiental. pergunto quem sabe porque não sei onde a cp vai buscar a energia. ainda assim os comboios já fazem a viagem e não é que eu esteja a emagrecer, mas não é mais um que vai fazer a diferença…

os 300€ poderão a acabar nos cofres da universidade, sob a forma de propinas, numa coisas destas ou em qualquer outra que não me faça verdadeiramente falta, mas que deixe espaço para me sentir melhor e manter a economia viva.

esta manhã fiquei com a impressão…

… de ter descoberto o motivo para escolher os computadores e a telemática para aprofundar nestes 5 (try 6…) anos de universidade. segundo o que me veio à cabeça a minha opção deve-se ao facto de eu gostar de perceber como funciona a maioria dos nossos utensílios diários. acontece que o computador, a par da internet, é o utensílio diário de cada vez mais indivíduos, quer por motivos profissionais quer por motivos sexuais pessoais.

para muitas pessoas o computador não passa de uma caixa negra, muitas vezes branca, crescentemente colorida; software então… isso aumenta ainda mais o meu interesse porque nunca gostei de pertencer à maioria (contemporânea). o meu futuro, como o de muitos outros, não se poderá limitar a trabalhos rotineiros, ou seremos desempregados em prol da índia e da china. espero assim, um dia, marcar a diferença thinking outside the box.

de volta ao antigo tema…

… existe um novo link no site, para o panoramio. decidi partilhar as imagens de alguns sítios para onde vou e me dou ao trabalho de levar o telemóvel (isso mesmo, porcaria de fotos).

nunca fui pessoa muito fotogénica nem de guardar momentos em imagens, excepto algumas paisagens. não são precisas fotos para lembrar as 1000 palavras que representam. se o momento captado foi importante, fica o tempo necessário dentro de nós e, se algum dia nos esquecermos, é pegar na lista telefónica e reviver, agora em moldes contemporâneos.

o passado não passa de si mesmo.

há tempos lia um livro sobre xadrez…

… e aprendia que coisas como natação e desporto em geral eram saudáveis não só para o corpo como para a mente. referiam também que não era por acaso que se falava que as grandes ideias se tinham no banho. não me lembro bem da ciência por detrás, mas era qualquer coisa tipo a humidade facilitava o fluxo de oxigénio para o cérebro (daí o ritmo imposto na respiração pela natação), que é um factor importante na capacidade cognitiva momentânea do indivíduo…

não posso deixar de reparar que, desde que li isso (e já lá irão 8-9 anos?), às vezes tenho vontade de levar trabalho para o banho, pois é lá que me lembro das melhores soluções para os piores problemas. às vezes tenho também vontade de levar certas conversas para o banho, pois é lá que me lembro (tarde demais) das coisas certas para dizer, mas acho que boa parte das pessoas levaria a mal o convite. as que não levassem (a mal) também não precisavam de mais conversa…