uns dias depois, cá comecei a olhar para o bada numa perspectiva de utilizador avançado. o objectivo não passou de ver simplesmente se seria muito complicado desenvolver qualquer tipo de programa para a plataforma.
no comment
mouro na costa
dizem que um silêncio confortável entre duas pessoas é revelador de uma grande amizade. que maior silêncio do que aquele que dura dias, semanas, meses, mas, chegada uma certa altura, quebra-se como se durasse um instante. é um silêncio à distância de um telefonema ou mensagem; 10 a 100 quilómetros de passeio; 1o minutos a 1 hora de viagem.
podia considerar-me preguiçoso por não despender esse tempo com mais frequência? os amigos com quem hoje estou diariamente ficarão um dia esses contactos esporádicos. não são amizades maiores ou menores, melhores ou piores, mas têm papéis diferentes. relações desiguais que marcam fases da vida. os cheiros, olhares, sorrisos, vozes, que me permitem reviver o passado e ansiar o futuro.
tudo tem o seu tempo
já toda a gente pensou em viagens no tempo. talvez voltar ao passado para corrigir alguma coisa, talvez para chegar mais depressa ao futuro. bem, em discussão recorrente dizem-me que não se pode voltar ao passado; ir para o futuro já se faz, em pequenas escalas; dependendo da velocidade que se consiga atingir, pode-se avançar tanto quanto se queira, em teoria.
inverse perspective mapping
one of this year’s projects, and also the subject of my mini-research scholarship, was automating the process of obtaining an inverse perspective map (ipm) for an autonomous driving robot.
autonomous driving robots frequently use cameras for object and road detection. after detecting such elements in an image it must be able to locate them in the real world, or else the image serves no purpose. that’s the ipm: a means of associating points in an image to points in the car coordinate system. to do obtain it, one only has to understand the transformations that occur when points are projected in an image and undo all those steps, for each point of the image, thus obtaining the real coordinates of each pixel.
uma nova onda
bem, com este post mudo o tema do site. agora estou a usar o twentyten, que veio com a última actualização do wordpress. o motivo para isto é o facto de estar farto do visual antigo, mas não estar com cérebro direito para inventar um novo. de qualquer das formas, senti-me na obrigação de lhe dar um toque pessoal por onde o criador sugere, e foi então que peguei no telemóvel e dei um requinte à ideia matinal de tirar uma foto a um molho de t-shirts. peguei no gimp, posterize seguido de cartoonize e o resultado até que me agradou sem grande esforço.
o calor excessivo
hoje vi o último episódio de californication. comecei há uns dias, e é uma série fantástica, muito inspiradora. esta semana foi extremamente aborrecida, e sou um bocado susceptível nesta situação, mas alguém que viu mais do que uns episódios e não conseguiu ver além da fornicação é certamente alguém livre de problemas, crítica, emoções. hank moody, o escritor, é um poço de ódio-próprio cujo pior vício são as mulheres, além do álcool e o tabaco.
os autores, e o autor, fazem um óptimo trabalho a projectar os seus sentimentos mais profundos e a sua personalidade. do modo como o fazem, no entanto, facilmente se esquece o mal que traz aos que mais ama, e que acabam sempre do lado dele. o modo como o fazem transparece o seu perfeito descontrolo pelas suas acções, o que justifica o seu ódio e nos provoca também a solidariedade com a personagem. karen é uma mártir. apesar de não serem casados, amam-se incontrolavelmente. apesar de não o fazer por mal, a dificuldade de hank em definir um objectivo na vida traz sofrimento intermitente sobre karen, o que resulta numa impossibilidade de ficarem juntos por períodos longos. ambos inteligentes, com potencial, mantêm becca em comum, que é a verdadeira fonte de sabedoria na família, apesar de uma adolescência assolada pela incompatibilidade dos pais.
é verdadeiramente uma família de merda, mas o modo como é mostrado faz qualquer um desejar pertencer à história, trocar as nossos simples dias pelos seus momentos complicados, pois cada episódio mostra sofrimento duro, mas esconde o verdadeiro sentido da vida, amor.
entretanto continua pendente o primeiro mergulho deste verão, uma queda livre para um banho de emoções.
respirando fundo
sem dúvida o semestre mais cansativo de sempre. por mais amor à universidade e à vida de estudante, estou farto deste ano. farto de aulas, farto de departamentos, farto de avaliações. estou farto de estar farto, mas nem vontade tenho de mudar isso. com o fim à vista, que mude por si.
e nada que uns mergulhos matinais não resolvam ainda esta semana; há lá melhor alívio do que o fundo da piscina, sufoco tolerável…
ignorância, fonte de bem estar
quantos de nós se apercebem das manobras sociais de que somos vítimas diaramente? um quinto da população portuguesa tem facebook. mais de metade da população islandesa também. quem é que ia gostar do facebook se recebesse um “dislike” numa coisa que partilhasse? claro que o botão não existe, era o fim da rede…
ninguém me tira da cabeça o my brute, tamanhas as conversas que tive de aturar durante os almoços… quem é que voltaria a um site onde via o seu boneco levar porrada todos os dias? eu continuo a apostar que mais de metade dos adversários eram aleatórios do sistema, feitos só para levar na boca e deixar as pessoas felizes, para que voltassem.
mas e o preço a pagar pela lucidez?
like anyone cares
i have left this private for a few weeks, grew tired, but now it’s back online. not like anyone cares, but it’s still something for me, just another way of looking back, in the future!
