a estrela que sobe

o manifesto fundador do bloco de esquerda foi dos melhores textos de análise e proposta política que li em janeiro de 2008, altura em que decidi tornar-me militante do partido. a minha militância foi genuina na medida em que já nos meus 19 anos tinha uma clara ideia do rumo que deveria ser tomado, em termos de sociedade a nível nacional e mundial, aspectos técnicos aparte. na minha ignorância em matéria prática da política fui à procura de um partido que se identificasse com as minhas ideologias em tempo anterior a crises, sem campanhas eleitorais e em que, apesar de todas as autoglorificações do partido socialista na resolução de questões orçamentais se tornava claro para mim que nem tudo era um mar de rosas.

a ameaça de ascensão a terceira força política colocou o bloco numa posição exigente nestas eleições, e atraiu grandes atenções e interesse nas suas propostas que se desmistificaram em termos de radicalidade graças aos maus exemplos de uma governação prepotente. este governo mostrou que afinal existe muito dinheiro para ser distribuido de forma justa e socialista, mas estava a ser guardado para perdoar os caprichos dos banqueiros. é impressionante a desconfiança da classe média nas políticas sociais, uma classe estupidamente despreocupada com a concentração de riqueza nas mãos de negócios de família.

nem de longe graças a mim, mas com um sincero contributo da minha parte, o bloco em aveiro regista um crescimento estrondoso e prepara-se para eleger deputados, coisa que não aconteceu há 4 anos por infortúnios matemáticos. sinto-me sinceramente orgulhoso de fazer parte deste movimento que não menos do que revolucionário que se prepara para este fim de semana triplicar a sua presença na assembleia da república com propostas de futuro em todas as frentes.

infelizmente a maior preocupação de todos os eleitores é este bicho incontrolável que se tornou a economia. a minha visão para uma nação de futuro é simples, e não foge ao plano do bloco: dando poder de compra às famílias, com ensino e saúde de qualidade livre acesso temos todas as condições para criar uma geração portuguesa empreendedora e de moral irrepreensível. esta política leva o seu tempo a mostrar os frutos, mas o apoio às empresas e aos grandes investidores neste momento vai adiar indefinidamente a capacidade da nação de sair da cauda da europa.

não é a riqueza de 10% da população que define a qualidade de vida de um país, e o apoio a empresas cria trabalho, é verdade, mas não tira as classes médias deste buraco em que sempre se encontrará, escrava de um sistema que não lhes permite ascender em negócios que não saem do seio da família e dos favores. só uma política de igualdade de direitos e acessos concede aos mais novos a perspectiva de um país mais rico e justo.

não gosto de apelar ao voto em nenhum partido, mas gosto que as pessoas votem em plena consciência das políticas que suporta. se o objectivo é a justiça social não há margem para dúvidas no crescimento do bloco de esquerda e nas posição que sempre defendeu contra os mais poderosos. para os que duvidam da viabilidade das propostas em termos económicos basta olhar para o esbanjo do governo pseudo socialista, repudiadas por um doutor, professor de economia, distinguido diversas vezes na sua carreira pela sua excelência e com considerável publicação bibliográfica na área.

This entry was posted in blog, pt and tagged . Bookmark the permalink.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>