eu sou agnóstico (talvez mesmo ateu) como, aliás, muita gente, alguns mesmo sem saber. para muitos que as histórias da bíblia, especialmente a de adão e eva, não passam de contos de fadas. e é verdade, não passam.
parece que a nova geração, forçada pelos pais a frequentar a catequese, mal se apanha nas disciplinas de biologia, não quer saber de outra coisa senão ciência. para estes, a revolta traduz-se numa guerra santa contra a religião.
nas mãos destas pessoas a única arma que serve de ataque e defesa é o evolucionismo. a primeira coisa a considerar sobre o evolucionismo é de que este não passa de uma teoria. ninguém pode jurar que uma evento ocorreu desta ou daquela forma sem o presenciar. por muitos indícios de que o macaco evoluiu para o homem não podemos dizer ao certo se foi isso que aconteceu. claro que eu acredito nisso, e reservo algum preconceito a quem não acredita. mas recuando um pouco mais no tempo, torna-se muito mais complicado acreditar na espontaneidade com que o a ciência procura explicar o aparecimento de vida.
a evolução existe, está estudada e observada em laboratório, mas a ideia de como esta evolução terá ocorrido no passado nunca pode perder o rótulo de teoria.
podendo ainda considerar que de facto a vida surgiu de forma espontânea, fica por explicar o aparecimento do inânime. aceitar o big bang como um facto científico é uma coisa que deve ser bem analisada, porque o big bang não passa de uma ideia partilhada por muita gente de como se poderia ter formado o universo, como o conhecemos. e mesmo assim não explica o instante anterior! poderá existir um “instante inicial” sem algo para responsabilizar?
tudo isto deve servir de reflexão, pois a defesa cega destas teorias coloca os cientistas num lugar divino, eleitos pela revolta de toda a gente que se recusa a acreditar no sobrenatural. e afinal não deixa de ser uma atitude irracional, pois a coerência de tudo isto depende de coisas talvez impossíveis de explicar, como deus.
a minha ideia do universo é que se trata de uma partícula de poeira num laboratório de homólogos nossos para os quais temos tamanho ínfimo… e também esses… e os outros… …